A Biblioteca do 202

“O meu amigo roçou de leve o dedo na parede: e uma coroa de lumes eléctricos, refulgindo entre os lavores do tecto, alumiou as estantes monumentais, todas de ébano. Nelas repousavam mais de trinta mil volumes, encadernados em branco, em escarlate, em negro, com retoques de ouro, hirtos na sua pompa e na sua autoridade como doutores num concílio.”
(Idem)
Outras descrições de mais pormenor nos falam de uma verdadeira “invasão de livros” no 202, ou mesmo de uma “fartura de livros”, por vezes associadas a alguns episódios pitorescos,
O que não é de desprezar, quando, mais adiante, esta nossa (re)leitura for encontrar, em Tormes, o mesmo (?) Jacinto apenas na companhia do Ulisses de Homero, ou de Quixote e Sancho Pança, ou ainda dos versos de Virgílio, nos seus louvores à Natureza.
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