Projectos de Valorização Rural do Baixo Tâmega. Um outro significado.
A notícia foi dada por diversos órgãos de informação. Está online em alguns. E pode ver-se no site das Câmaras ou no Tâmega online: “Baixo Tâmega propõe-se investir 150 milhões de euros em projectos de valorização rural”.
Não vou, por isso, reproduzir aqui, os pormenores do consórcio formado, sob os auspícios da Dólmen (Cooperativa de Desenvolvimento do Baixo Tâmega), pelos municípios e agentes privados desta sub-região do Douro.
O que me parece é que nunca é demais dar o devido relevo a uma realidade que, por um lado, nem sempre foi tida em conta na sua devida importância; por outro, talvez seja bom fazer tudo por manter e aprofundar: o esforço no sentido de considerar esta conjugação de esforços dos municípios e agentes da nossa região como uma parte essencial da estratégia de desenvolvimento para a mesma, e não apenas o resultado de conveniências pontuais. Será que os nossos autarcas estão mesmo convencidos desta visão estratégica e imbuídos deste espírito?
Parece que estamos no bom caminho.
Valorizando o contributo das nossas diferenças, integrando-as naquilo que nos é comum.
Porque sozinhos iremos sempre muito perto.
De mãos dadas, vamos seguramente muito longe.
E isto também é uma boa notícia.
Fundação Eça de Queiroz ao serviço da população local

Muito para além das visitas guiadas, publicações, colóquios, seminários, cursos de verão e conferências internacionais, a FEQ manifesta uma preocupação particular com o aumento dos níveis de qualificação escolar e profissional da população local.
É nesse sentido, por exemplo, que tem a decorrer, neste momento, um curso para adultos desempregados, com vista à obtenção do nono ano de escolaridade.
Mas o que é interessante referir é que esta instituição se preocupa em deixar neste tipo de formação a sua especificidade: tratando-se de um curso para “Empregados de Andares em Hotelaria”, o mesmo tem sido complementado com diferentes iniciativas para sensibilizar e dar a conhecer aos formandos o património cultural da região.
Para esse fim, já foram convidadas várias pessoas conhecedoras desse património, incluindo responsáveis autárquicos, e está programada uma série de visitas guiadas a alguns sítios mais emblemáticos dos valores históricos e ambientais, que não devem ser conhecidos apenas por guias especializados ou por intelectuais, para reforçar a identidade local e divulgar o que temos de bom, junto daqueles que nos visitam.
Se uma imagem vale por mil palavras…
Já vem sendo hábito, nesta época do ano, muitos jornais apresentarem diferentes retrospectivas, globais ou sectoriais, do que foi o ano anterior.
Fiéis ao princípio de que uma imagem vale por mil palavras, alguns esmeram-se numa selecção de fotografias que nos mostram, por vezes com a arte exímia de repórteres de excepção, o que foi o mundo nos últimos doze meses.
Imagens curiosas, surpreendentes, belas, dramáticas (o paradoxo do “belo horrível”), mas que não podem deixar ninguém indiferente.
Numa breve pesquisa, que me dei ao cuidado de fazer, e beneficiando do trabalho que outros já tiveram, encontrei estes três endereços, que aproveito para deixar a alguns interessados:
“revisão de um ano, num mundo em revisão! – 2008 em imagens.
»»»»»» visto pelo Público/Reuters
»»»»»» visto pelo Expresso
(no blogue “al-bloc.net. um olhar atento”, de Nuno de Santos Loureiro)
e
“Ano de 2008 em imagens“, do blogue “The Big Picture – News Stories in Photographs”, do Boston (postado por Manuel Pinto, no blogue colectivo “Comunicação & Jornalismo” da Universidade do Minho.)
Fica a sugestão.
Ilda Borges
“Queirosiana” entra numa fase inovadora, em 2009.
A revista “Queirosiana”, que já vai no 14º número, começou por ser editada pela Associação dos Amigos de Eça de Queiroz, entidade que esteve na origem da Fundação com o nome do escritor, até que esta tivesse existência legal.
Actualmente é um dos seus rostos principais não só no que diz respeito ao autor de “Os Maias” e de “A Cidade e as Serras”, mas também aos escritores da sua geração.
Dirigida pelo Prof. Carlos Reis, Presidente da Associação e membro do Conselho Cultural da Fundação, reitor da Universidade Aberta e um dos mais conhecidos especialistas da obra queirosiana, esta publicação vai entrar agora numa “terceira fase”, já que os contributos para uma parte substancial dos conteúdos de cada número vão ser confiados a diferentes Universidades do país ou do estrangeiro, com departamentos de estudos literários.
Para além da divulgação das principais actividades da Fundação e da diversidade dos estudos científicos, que já eram uma realidade, pretende-se com esta metodologia uma sistematização maior das colaborações e, sobretudo, uma periodicidade mais efectiva da publicação.
Para o efeito, e com o apoio do Director e do Conselho de Redacção, um outro conhecedor profundo de Eça de Queirós, o Prof. Orlando Gossegesse, da Universidade do Minho, começou já a preparar esta nova etapa, com as funções de Coordenador Executivo desta prestigiada revista.
Ilda Borges
Manuel Fonseca
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