TORMES E A SUA FUNDAÇÃO QUEIROSIANA, UM LUGAR MÍTICO TAMBÉM NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

A Casa e a Quinta de Vila Nova, em Santa Cruz do Douro, herança de família que Eça baptizou de “Tormes”, a ponto de a ficção mudar o nome à realidade, na força impressionante de uma prosa que é matriz da língua portuguesa, transformou-se num lugar mítico para os apreciadores do autor de “A Cidade e as Serras”. E, talvez por isso, também dos jornalistas que lhe sabem dar o valor devido.
Os últimos oito dias são apenas mais um bom exemplo de como a Comunicação Social gosta de passar por ali e beber numa “fonte” que não é apenas a dos “espertos regatinhos” que o escritor se deliciava a ver e ouvir sussurar nesta paisagem que tanto o deslumbrou. É que a Fundação, para além de conservar memórias preciosas da vida e do mundo queirosiano, é, sobretudo uma âncora no desenvolvimento cultural e social da região e do país.
Referimo-nos à reportagem publicada no “Jornal de Notícias” do Sábado passado (13/12/08), que dá pelo nome de “Viagem a Tormes”, escrita e ilustrada por Manuel Vitorino e Joana Bougard, e de outra reportagem, ontem mesmo, para a RTP Internacional.
Esta última, da produtora Inês Marques, destina-se ao programa “Olhares”, que passam em clips de 2/3 minutos, com aspectos da modernidade de Portugal ao nível da Arquitectura, Infra-estruturas, Equipamentos Culturais, Desportivos, Industriais, e Eventos de relevância histórica nacional, entre outros.
Ficamos, assim, à espera de mais um “olhar” diferente sobre a”Casa de Eça”.
Ilda Borges
Manuel Fonseca
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