A FUNDAÇÃO EÇA DE QUEIROZ ESTENDE A SUA ACTIVIDADE PARA ALÉM FRONTEIRAS
Com sede em Tormes, Baião, a Fundação Eça de Queiroz concluíu esta semana, no dia 9 de Dezembro, uma iniciativa ambiciosa e de grande projecção nos meios académicos internacionais: o ciclo de conferências sobre “O Último Eça” que percorreu Universidades de França, Espanha, Itália, Brasil e Estados Unidos.
Projecção das ideias do escritor, projecção das actividades da Fundação, projecção da região.
A coordenação científica esteve a cargo de uma “pessoa da casa”, Marie-Helène Piwnic, responsável por uma das várias traduções de “A Cidade e as Serras”( 202, Champs -Elysées) e Professora da Universidade de Sorbonne/Paris IV.
O projecto teve a colaboração do Ministério da Ciência e do Ensino Superior e a participação de especialistas queirosianos dos países referidos, com temas que foram desde “A imagem da Itália em Eça de Queirós”, até às “Zonas de diálogo entre o jornalismo e a ficção no último Eça”. Sim, porque Eça começou por ser jornalista. E até foi nessa actividade que lançou algumas raízes para vir a ser, com António Vieira e mais alguns vultos cimeiros, um dos grandes mestres da melhor prosa que algum dia se escreveu em Português.
Não está ainda realizado o balanço final da iniciativa, mas é bom saber que a participação excedeu as expectativas. Voltaremos ao assunto.
Ilda Borges
Manuel Fonseca
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