Ildaborges’s Blog

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Boas Festas!

 

Oh, Jacinto, que estrela é esta, aqui, tão viva, sobre o beiral do telhado?

 

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E entre duas janelas uma cómoda antiga, embutida, com ferragens lavradas, recebera sobre o seu mármore rosado o devoto peso de um Presépio, onde Reis Magos, pastores de surrões vistosos, cordeiros de esguedelhada lã, se apressavam através de alcantis para o Menino, que na sua lapinha lhes abria os braços, coroado por uma enorme Coroa Real.”

 

(Eça de Queirós, in A Cidade e as Serras)

 

Ilda Borges

Manuel Fonseca

 

Dezembro 22, 2008 Publicado por ildaborges | FEQ | | 5 Comentários

TORMES E A SUA FUNDAÇÃO QUEIROSIANA, UM LUGAR MÍTICO TAMBÉM NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

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A Casa e a Quinta de Vila Nova, em Santa Cruz do Douro, herança de família que Eça baptizou de “Tormes”, a ponto de a ficção mudar o nome à realidade, na força impressionante de uma prosa que é matriz da língua portuguesa, transformou-se num lugar mítico para os apreciadores do autor de “A Cidade e as Serras”. E, talvez por isso, também dos jornalistas que lhe sabem dar o valor devido.

 Os últimos oito dias são apenas mais um bom  exemplo de como a Comunicação Social gosta de passar por ali e beber numa “fonte” que não é apenas a dos “espertos regatinhos” que o escritor se deliciava a ver e ouvir sussurar nesta paisagem que tanto o deslumbrou. É que a Fundação, para além de conservar memórias preciosas da vida e do mundo queirosiano, é, sobretudo uma âncora no desenvolvimento cultural e social da região e do país.

 Referimo-nos à reportagem publicada no “Jornal de Notícias” do Sábado passado (13/12/08), que dá pelo nome de “Viagem a Tormes”, escrita e ilustrada por Manuel Vitorino e Joana Bougard, e de outra reportagem, ontem mesmo, para a RTP Internacional.

 Esta última, da produtora Inês Marques, destina-se ao programa “Olhares”, que passam em clips de 2/3 minutos, com aspectos da modernidade de Portugal ao nível da Arquitectura, Infra-estruturas, Equipamentos Culturais, Desportivos, Industriais, e Eventos de relevância histórica nacional, entre outros.

 Ficamos, assim, à espera de mais um “olhar” diferente sobre a”Casa de Eça”.

 

 

 Ilda Borges

Manuel Fonseca

Dezembro 19, 2008 Publicado por ildaborges | FEQ | | 2 Comentários

PRESÉPIO EM MOSAICO DO CENTRO DE FORMAÇÃO DE VILA REAL ABRE EXPOSIÇÃO DE ÓBIDOS

 

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Feito na Cooperativa Cultural de Baião – Fonte do Mel

Dezembro 18, 2008 Publicado por ildaborges | Uncategorized | | 1 Comentário

ARREFECIMENTO DA BLOGOSFERA?!

Que o “estado da nação” da blogosfera é de actualidade, e nem sequer é uma pura questão teórica para mero exercício académico, já sabemos.

Pedro Rolo Duarte, um “blogger” que está atento ao fenómeno dos blogues, no programa da Antena I “Janela Indiscreta”, usa a expressão “vivemos um tempo morno na blogosfera”, que é uma outra forma de dizer “arrefecimento”.

Paulo Querido intitulou a sua comunicação para o IV Encontro de Blogues na Universidade Católica Portuguesa “O fim da blogosfera”. E isso já é um “arrefecimento de morte”. Mesmo que o autor referisse inicialmente que era um título provocatório, ou uma simples metáfora, a sua tese pretendeu confirmar o título.

Outros dão já esta morte como facto consumado: veja-se “quem matou a blogosfera?” (Sílvio Meira, Terra Magazine).

Curiosamente, toda esta discussão, deveras acalorada – leia-se “com fulgor”-  é anunciada, realizada, ou transferida e prolongada através de…blogues!

Julgo que uma opinião com alguma base, poderá assentar em três pilares:

- “O interesse de quem bloga”. Ora interesses há muitos, desde o tratamento e divulgação de temas especializados, ou então o simples prazer da boa escrita – porque não?! Só é permitido o suporte de papel e capa de livraria, por mais que se goste do tacto e cheiro do livro?! Mas há também o interesse do simples protagonismo e exibicionismo pessoal, a discussão banal, às vezes rasteira e insultuosa.

- “O interesse de quem lê”. Que dizer dos inúmeros comentários de muitos blogues? E do teor dos mesmos?

- “O fulgor que é dado às discussões”. Tem a ver com muitos factores: a qualidade dos textos no conteúdo e na forma; o sentido de actualidade; a polémica “a propósito”, e daí também os comentários que possa provocar, com réplicas e tréplicas que despertam igualmente o interesse do leitor. Mas também a pura repetição, o tom monocórdico, o plágio, quando não o despudorado “copy-paste”.

Em síntese, e em minha modesta opinião, não me parece haver uma resposta a preto e branco, que seria dogmática e pouco fundamentada em tão pouco tempo e espaço e em tal contexto: por um lado, temos a proliferação de blogues ainda em crescendo. Diz-se que o número não interessa. Concordo. Mas algum “lixo” inerente, no mundo virtual, não fica tão caro aos contribuintes. E é mais fácil de varrer – com um clique.

Por outro lado, além dos tais blogues especializados e outros considerados de referência que se aguentam firmes na praça, temos “Jornais que associam blogues”, “Blogues acerca de blogues”, “Programas de rádio sobre blogues”, “Encontros sobre blogues”, “Debates sobre blogues”…

Então devolvo o debate: sentem-se os participantes nessa discussão em algum velório sobre os pobres coitados?!

Mesmo que o tempo ultimamente tenha “arrefecido”, como é natural da época?!

 

Ilda Borges

Dezembro 17, 2008 Publicado por ildaborges | Uncategorized | | 2 Comentários

Com a melhor qualidade ambiental do país, Baião divulgou novos produtos promocionais

Nem mais nem menos. A afirmação pode parecer exagerada, mas não foi preciso um estudo recente e credível, para eleger Baião com a melhor qualidade ambiental a nível do país: já há um pouco mais de cem anos, Eça de Queirós se veio inspirar, precisamente ali, para escrever o que foi considerado por Augusto Abelaira “um dos mais prodigiosos romances ecologistas do mundo”: A Cidade e as Serras.

 

Foi por isso, mesmo ao lado de Tormes, e simbolicamente num empreendimento de grande beleza arquitectónica e conforto interior, o Douro Palace Hotel Resort & SPA, apontado como um dos melhores exemplos de sucesso na região, que hoje foram apresentados os novos produtos promocionais do concelho.

José Luís Carneiro, que além de Presidente da Câmara de Baião é também um dos representantes de Portugal no Comité das Regiões, deu início ao evento, com uma explanação fundamentada, das razões por que é bom viver em Baião ou visitar esta terra.

 

Na sua intervenção, dirigida essencialmente aos agentes de Turismo e da Cultura, mas também a outros empreendedores em áreas tão promissoras como a produção de vinho (onde até a fama dos espumantes naturais já corre pelo estrangeiro), o autarca referiu sucessivamente o Património Ambiental e Cultural, que se pode desfrutar desde o pico do Marão até à Albufeira da Pala, passando pelos produtos naturais e artesanais, pela Arqueologia, pelas referências literárias que não se ficam por Eça de Queirós, mas abrangem escritores como Soeiro Pereira Gomes, Camilo, Alves Redol e António Mota, pelo Convento de Santo André de Ancede, pelas gastronomia e pelas óptimas condições de recepção em diversas Casas de Turismo Rural.

 

Para além de outros produtos promocionais foi, sobretudo, apresentado um DVD ilustrando com belíssimas, mas bem reais imagens, as palavras de José Luís Carneiro.

“Baião, vida natural” é o seu título. Mas é também, por razoes óbvias, o logótipo, já desde algum tempo adoptado em tudo quanto é referência do Município, considerado como o verdadeiro “pulmão da Área Metropolitana do Porto”.

 

Ilda Borges

Dezembro 13, 2008 Publicado por ildaborges | Uncategorized | | 1 Comentário

A FUNDAÇÃO EÇA DE QUEIROZ ESTENDE A SUA ACTIVIDADE PARA ALÉM FRONTEIRAS

 

 

Com sede em Tormes, Baião, a Fundação Eça de Queiroz concluíu esta semana, no dia 9 de Dezembro, uma iniciativa ambiciosa e de grande projecção nos meios académicos internacionais: o ciclo de conferências sobre “O Último Eça” que percorreu Universidades de França, Espanha, Itália, Brasil e Estados Unidos.

 

Projecção das ideias do escritor, projecção das actividades da Fundação, projecção da região.

 

A coordenação científica esteve a cargo de uma “pessoa da casa”, Marie-Helène Piwnic, responsável por uma das várias traduções de “A Cidade e as Serras”( 202, Champs -Elysées) e Professora da Universidade de Sorbonne/Paris IV.

 

O projecto teve a colaboração do Ministério da Ciência e do Ensino Superior e a participação de especialistas queirosianos dos países referidos, com temas que foram desde “A imagem da Itália em Eça de Queirós”, até às “Zonas de diálogo entre o jornalismo e a ficção no último Eça”.  Sim, porque Eça começou por ser jornalista.  E até foi nessa actividade que lançou algumas raízes para vir a ser, com António Vieira e mais alguns vultos cimeiros, um dos grandes mestres da melhor prosa que algum dia se escreveu em Português.

Não está ainda realizado o balanço final da iniciativa, mas é bom saber que a participação excedeu as expectativas. Voltaremos ao assunto.

 

Ilda Borges

Manuel Fonseca

 

Dezembro 11, 2008 Publicado por ildaborges | FEQ | | 1 Comentário

cidadãos jornalistas?

 

Quantos ledores, tantas as sentenças!”. Com esta máxima, Sá de Miranda antecipava, já lá vão mais de quatrocentos anos, uma polémica que veio a ter expressão nas teorias mais recentes da “recepção” dos textos. Referindo-se embora aos textos literários, algumas dessas teorias vieram dar uma ênfase especial ao leitor como “co-autor” desses textos, relegando, por vezes, o escritor para segundo plano. Mas a verdade é que, se não houvesse um escritor, quem poderia ler o seu texto?!

 

No que diz respeito ao texto jornalístico, por excelência informativo, seja ele notícia ou reportagem, o estatuto do leitor coloca-se ainda mais em questão, quando este, com a verdadeira revolução que a interactividade da Web veio permitir, não se limita a “ler”, a “interpretar à sua maneira”, mas é ele próprio que toma a iniciativa de colocar opiniões, mas também informações, à disposição de “outros leitores”.

 

O problema é que o simples cidadão não faz isso apenas nos seus blogs pessoais, mas interage com os próprios jornais online que, depois de alguma reserva inicial, agora lhe solicitam, cada vez mais, uma participação activa, a qual, por melhor ou pior que seja, se torna um indicador do índice de leitura desses jornais, pela quantidade de comentários.

 

Então, eu permitia-me fazer uma distinção, talvez um pouco subtil, na pergunta: não é “jornalismo” (independente de ser mau ou bom jornalismo, porque há exemplo dos dois!) tudo  aquilo que aparece nos jornais? Julgo que sim.

 

Outra questão, bem diferente, será: e basta escrever nos jornais (já nem falo nos blogs), para se ser considerado jornalista? Julgo que não.

O cidadão, que além de poder colocar uma informação ou uma opinião num jornal ou num blog, se o fizer com preocupação de rigor, está a realizar um acto de cidadania e, por isso a aprofundar a vivência democrática. E pode ser uma boa fonte para os profissionais. Mas não é jornalista.

Porque o jornalista, além da formação própria, tem um “estatuto com enquadramento legal”, de onde decorre uma responsabilidade específica.

E integra-se numa “estrutura” onde não faz o que quer, mas cumpre a tarefa que lhe está distribuída nessa estrutura que é um “órgão de comunicação social”.

 

Ilda Borges

Dezembro 10, 2008 Publicado por ildaborges | Uncategorized | | Sem comentários ainda